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domingo, maio 24, 2009

FHC: " Não quero privatizar a Petrobras. HA! HA! HA!


Se existisse o Premio Nobel de hipocrisia, demagogia e fantasia, teria que ser entregue ao PSDB, em conjunto. Terça-feira, de 2 da tarde às 8 da noite, se revezaram nos microfones. Foi um festival Wagner de repugnancia, palavra utilizada pelo globalizante FHC. Este chegou a dizer vergonhosamente: "Participei da campanha do petroleo é nosso".

Como o auge da campanha do "Petroleo é Nosso" ocorreu em 1952, quando FHC tinha 20 anos, é facil comprovar que ele não estava falando a verdade. Meia verdade disse o ex-presidente, assim: "Varios generais participaram dessa campanha, incluindo meu pai". Mas o general da "panela vazia", um bravo lutador, já estava longe do filho, a familia não se cansava de criticar o futuro e inesperado presidente.

Muitos parentes, militares, não se davam com FHC. Barbosa Lima disse uma vez que "nem os generais parentes dele suportavam suas posições antinacionais" (e olhem que ele ainda não participara nem patrocinara as reuniões, aqui e nos EUA, do famigerado "Consenso de Washington").

Nascido no Rio, morando na Rua 19 de Fevereiro (Zona Sul da cidade), inesperadamente resolve mudar para São Paulo. Mudar de Estado não é surpreendente. No caso do futuro presidente, era obrigação por causa das divergências familiares.

Era muito jovem, não participou de nada, apesar do que diz. Tudo na sua história é forjado por ele mesmo. Depois, à medida que o tempo foi passando, continuou sem participar, aí era total falta de convicção. E também porque tinha se convencido de que o melhor lugar para fazer carreira era ficar sempre em cima do muro, o que fez com magistral sabedoria, um equilibrio majestoso. Mas, diga-se, jamais pensou (?) na Presidência da República.

Continua insistindo (e mentindo) em contar uma biografia falsa e inexistente. Suposto contador de histórias, tenta enganar, dizendo: "Fui cassado, preso, exilado". E ontem, numa nota oficial sem sentido, na hora errada e despropositada, acrescentou outro "fato" que representa "menas" verdade: "Fui processado por participar da campanha do Petróleo é Nosso". Ha! Ha! Ha!

FHC diz que tem REPUGNÂNCIA pelos que falam em PRIVATIZAÇÃO da Petrobras. O ex-presidente, então, deve evitar o espelho. Usemos a mesma palavra (que não consta do meu vocabulário) para desmontar as quatro inverdades.

CASSADO: jamais a ditadura se preocupou com ele. Tanto não foi cassado que em 1978, muito antes da "anistia ampla, geral e irrestrita", FHC foi candidato a senador. Nenhum CASSADO pôde sair candidato. Que ele apresente um só cassado que tenha disputado eleição em 1978, RETIRO tudo que disse, e reconhecerei que FHC está com a razão. (Nos anais da ABI, existe um debate entre dois conselheiros, esse reporter e o jornalista Mauricio Azedo, agora, presidente, na época era o excelente Fernando Segismundo. Queriam mandar um ofício a FHC, então presidente, fiquei contra usando os fatos que repito agora. O ofício não foi enviado.)

PRESO: nenhuma cadeia ou prisão especial jamais recebeu, por horas que fosse, o futuro presidente, que usou sempre o "fato", mentirosamente, para se promover.

EXILADO: FHC jamais sofreu qualquer punição, nem mesmo essa de ser perseguido e obrigado a morar no exterior. Como diversos amigos estavam no Chile, ele ia para Santiago, em vez de ir para Paris (o habitual). Foi e voltou várias vezes, mesmo sem ter sido obrigado, se enquadra na constatação do sincero Darci Ribeiro: "Nunca me diverti tanto quanto no exilio, e jamais viajei por tantos países". O mesmo Darci, que, eleito senador, afirmou satisfeitissimo, ao assumir: "Puxa, nunca pensei que o Senado fosse um clube tão agradavel e confortavel. Tudo o que você imagina está a sua disposição".

PROCESSADO: essa é inacreditável. O movimento "O Petróleo é Nosso" começou com alguns civis e militares. O auge foi em 1952. Em 1953, o deputado Roberto Morena (do Partido Comunista e que, como marceneiro, trabalhara na instalação das poltronas da Câmara) apresentou projeto criando a Petrobras. Vargas, espertissimo, logo aprovou o projeto, ligando seu nome. INDEVIDAMENTE, à história da Petrobras.

FHC quer fazer crer que 18 anos depois foi processado pela campanha. E só ele, mais ninguém? Nem o pai, este, indiscutivelmente, uma brava e respeitada figura?

P.S. - FHC quer também "vender" a ideia de que o pré-sal é consequencia de seu governo. Assim é demais. Um ex-presidente "apanhado quatro vezes em mentiras colossais", mostra que esta não é a República dos nossos sonhos.

P.S. 2 - Estas notas responsabilizando FHC pela baderna e o tumulto da CPI da Petrobras são porque, como registrei ontem, terça-feira, ele é o instigador de tudo. Em outras notas, comentarei mais sobre a Petrobras.