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sábado, dezembro 10, 2011

FERNANDO DAMATTA PIMENTEL-Ministro das CONSULTORIAS !





HISTÓRICO

ERNANDO DAMATTA PIMENTEL ("OSCAR", "CHICO", "JORGE").

- Mineiro, foi militante, sucessivamente, do COLINA, da VAR-P e da VPR, onde atuou na Unidade de Combate "Manoel Raimundo Soares", no Rio Grande do Sul.
- Participou de diversas ações armadas, das quais se podem destacar a de 02 Mar 70, quando chefiou o assalto a um carro do Banco do Brasil que transportava dinheiro para a Companhia Ultragás, e a de 04 Abr. 70, quando participou da fracassada tentativa de seqüestro do cônsul dos EUA em Porto Alegre/RS. *
- O Fracassado Seqüestro do Cônsul dos EUA"), tendo sido preso nove dias depois.
- Atualmente, é o Prefeito de Belo Horizonte/MG.Leia mais ! *


* No dia 4 de abril de 1970, partiram para o seqüestro do cônsul. No comando da ação, Félix Rosa Neto e, como motorista, Irgeu João Menegon.No mesmo carro iam Fernando Damatta Pimentel (Jorge) e Gregório Mendonça (Fumaça). No carro de cobertura estavam Antônio Carlos Araújo Chagas (Augusto), Luiz Carlos Dametto e, como motorista, Reinholdo Amadeo Klement. Todos com revólveres, além de duas metralhadoras INA e granadas.
Pela manhã, quando o cônsul saiu de sua residência, partiram para o ataque. O diplomata, seguido pelos sete terroristas, foi salvo pelo excesso de tráfego que impediu o emparelhamento com o seu veículo (...).
Não podiam desistir, ainda mais depois de terem comunicado ao CN e Juarez de Brito ter se empenhado na redação do comunicado. Era necessário insistir. A ação era importante. Portanto, à noite, estavam novamente a postos. Agora era vida ou morte.
A sorte estava com eles. Por volta das 20 horas, o alvo saiu com sua esposa para visitar amigos. Ficou na casa até as 22h30 e saiu acompanhado, além da esposa, por um amigo. Os seqüestradores estavam à espreita. Começaram a seguir o cônsul. O horário era o ideal; pouca gente na rua, pouco tráfego. Porque não pensaram logo em fazer a ação à noite?
Logo depois da Rua Ramiro Barcelos, Curtis, que ia em baixa velocidade, foi ultrapassado pelo Fusca de Irgeu, que imediatamente, o fechou ocorrendo uma pequena batida. Félix, Fernando e Gregório desceram cercando a caminhonete. O cônsul, forte e decidido, vendo as armas, não pensou duas vezes: acelerou sua possante Plymonth, atropelando o pequeno Volks e, de quebra, Fernando. Felix,  por trás, atirou com sua pistola. 45, quebrando os vidros e ferindo Curtis que, em ziguezague, seguiu a toda velocidade, conseguindo escapar."
A Verdade Sufocada - 2ª edição - 20-08-2006.
Apesar da pouca idade, Fernando Damata Pimentel (Jorge), 19 anos, já tinha experiência na guerrilha urbana. Um mês antes, comandara o assalto (ou melhor, "expropriação", como preferiam as organizações de esquerda que fizeram a luta armada) a um carro-forte do Banco do Brasil, para financiar a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).
Dessa vez, contudo, Fernando Damata Pimentel não se deu bem. Mais tarde, preso, amargou anos de cadeia  Libertado,  optou pelo caminho da política institucional. Hoje é prefeito de Belo Horizonte pelo PT. Aliás, se deu bem, como  quase todos os ex-subversivos, assaltantes de bancos, seqüestradores, terroristas, etc. 

07/12/11 - A Bolsa-Consultoria de Pimentel

Por Elio Gaspari - Folha de São Paulo
- 07/12/2011

Se a doutora Dilma acha que pode manter Fernando Pimentel no Ministério do Desenvolvimento, deve chamar de volta Antonio Palocci, pedindo-lhe desculpas pelo mau jeito. Ambos fizeram fortuna dando consultorias a empresários. Palocci ganhou R$ 7,5 milhões em quatro anos e perdeu a chefia da Casa Civil. O repórter Thiago Herdy revelou que Pimentel coletou R$ 2 milhões em menos de dois, a partir do fim de janeiro de 2009, quando deixou a Prefeitura de Belo Horizonte
O ministro argumenta que sua experiência a serviço da cidade justifica uma remuneração de cerca de R$ 1,2 milhão líquidos. Como sua empresa, a P21, foi desfeita em dezembro de 2010, "isso dá cerca de R$ 50 mil por mês, é uma remuneração compatível com o mercado de executivos". Não se conhece a lista de clientes de Palocci, mas sabe-se que a Federação e o Centro de Indústrias de Minas Gerais pagaram R$ 1 milhão a Pimentel por nove meses de consultoria. Para o sindicalismo patronal, esse é um santo dinheiro, pois não é necessário ganhá-lo para fazer os cheques. O numerário vem da Viúva, pelos impostos que incidem sobre as folhas de pagamento. O patronato reclama da carga tributária e do Custo Brasil, mas não quer largar esse mimo.
Se Pimentel pudesse apresentar os estudos que fez para a FIEMG, tudo estaria resolvido. Ele diz que prestou "uma consultoria direta", seja o que for que isso significa. O general Brent Scowcroft, presidente do Conselho de Inteligência do presidente George Bush e assessor para assuntos de segurança nacional de dois de seus antecessores (Bush pai e Gerald Ford) recebia US$ 300 mil anuais para comandar o escritório de consultoria do ex-secretário de Estado Henry Kissinger em Washington. Pimentel faturou o dobro, só com a Fiemg.
Em 1986, os melhores fregueses de Kissinger pagavam US$ 420 mil anuais.
Na presidência da Fiemg, o doutor Robson Andrade, atual mandarim da Confederação Nacional das Indústrias, pagou cerca de US$ 550 mil a Pimentel. Um verdadeiro caçador de talentos. Seu consultor fora prefeito de Belo Horizonte e era candidato ao governo de Minas. Viria a ser um breve coordenador da campanha de Dilma Rousseff e, com sua vitória, foi para o ministério. Os empresários brasileiros não são perdulários, apenas sabem que o dinheiro vindo da Viúva tem um zero a mais.
Em fevereiro de 2010, Pimentel dizia que seu patrimônio não chegava a R$ 1 milhão. Com a P21, em dois anos, amealhou algo como o dobro do que acumulara em outros 30 de vida adulta. Justificando o desempenho, diz que essa "foi a forma que eu tive de ganhar dinheiro e sobreviver".
Em janeiro passado, o petista Patrus Ananias, um de seus antecessores na Prefeitura de Belo Horizonte, deixou o Ministério do Desenvolvimento Social, onde, ao longo de seis anos, movera orçamentos de R$ 40 bilhões, e foi sobreviver batendo ponto como funcionário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Pimentel é um comissário histórico e está no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Sua freguesia está no andar de cima. O exercício do poder deu-lhe acesso ao programa Bolsa Consultoria. Patrus Ananias, pobre homem, cuidava da clientela do Bolsa-Família.
07/12/11 - Pimentel, no balanço!

Companheiros de luta armada e de 
campanha política
Pela editoria do site www.averdadesufocada.com
Agora as denúncias balançam o ministro Fernando Pimentel.

Dilma não pode , nem que seja em pensamento, alegar que é uma "herança maldita ". Fernando Pimentel foi trazido para os meandros do Planalto por ela, ainda quando era candidata. Veio de Belo Horizonte, onde foi prefeito, para ser o braço direito de Dilma em sua campanha para Presidente.
São mais que companheiros de partido, são amigos desde o tempo de "militância estudantil", como apregoa a mídia, omitindo a parte da militância armada.
São camaradas de armas, como disse José Dirceu, referindo-se à Dilma, ao passar -lhe o cargo de Chefe da Casa Civil .
Foi trazido para o governo, após sofrer uma derrota na disputa ao Senado.
Colecionou uma série de atritos com o PT. Trapalhadas e mais trapalhadas:
- fez uma aliança com o governador Aécio Neves (PSDB-MG) em torno da candidatura de Marcio Lacerda (PSB) à prefeitura de Belo Horizonte;
- envolveu-se na elaboração de um suposto dossiê contra tucanos ligados ao concorrente de Dilma à Presidência, José Serra;
- e outros pequenos atritos.

Mas, mesmo assim, como companheiro, neste governo, não fica sem uma "boquinha”, ganhou da presidente o Cargo de Ministro do Desenvolvimento Industrial.
Dilma Rousseff está preocupada. O sétimo ministro derrubado por denúncias na imprensa, será inconcebível. Ainda mais um companheiro de tantos anos, escolhido por ela...
Por isso, rapidamente determinou que o companheiro de armas preste explicações, para atenuar as denúncias. E, tem mesmo que ficar preocupada, afinal essa história de dinheiro ganho por meio de assessoria já derrubou o ministro Palocci.

07/12/11 - Um dia é do caçador, outro da caça

A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça - 7ª edição
Carlos Alberto Brilhante Ustra


Fernando Pimentel, militante da luta armada,
atual ministro do Desenvolvimento

A Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do Rio Grande do Sul, desejava realizar uma ação que lhe destacasse junto à esquerda armada e lhe desse prestígio perante seu Comando Nacional (CN). Era necessário, para isso, uma ação de impacto nacional e internacional. A experiência com o embaixador americano servia como exemplo. Esperavam que um cônsul fosse um alvo mais fácil que um embaixador e deduziram que a ação seria menos arriscada.
O alvo escolhido foi o cônsul dos Estados Unidos em Porto Alegre, Curtis Carly Cutter.
Imediatamente, em fevereiro de 1970, iniciaram cuidadosos levantamentos. Atuariam “em frente” com Gregório Mendonça (Fumaça), do Movimento Revolucionário 26 de Março - MR-26. Não poderia haver erros.

Logo, descobriram tudo sobre o cônsul: onde morava, seus horários de entrada e saída de casa e do trabalho, locais aonde ia com mais freqüência e, principalmente, que usava, durante a semana, em seus deslocamentos um carro de cobertura, com dois agentes lhe dando segurança. Portanto, era preciso planejar a ação para um final de semana, quando, tranqüilamente, circulava sem cobertura.
O bem-sucedido seqüestro do cônsul do Japão reforçava a certeza do sucesso da ação.
Confiantes, em março, Carlos Roberto Serrasol (Breno)
recebeu a incumbência de alugar a casa localizada na Avenida Alegrete, 636, bairro Petrópolis, para ser o cativeiro do cônsul. Foi solicitado ao Comando Nacional (CN), já que nesse tipo de ação o tempo é precioso, a redação antecipada do comunicado a ser enviado às autoridades, após o seqüestro.

Juarez Guimarães de Brito - COLINA, VAR Palmares e finalmente da VPR-, do Comando Nacional, no Rio de Janeiro, atendeu prontamente, incumbindo Celso Lungaretti (Lourenço), do Setor de Inteligência da VPR, de redigir o documento.
No comunicado, transcrito no final, como exigência para libertar o cônsul vivo, as autoridades deveriam libertar 50 presos, que seguiriam para a Argélia.
O comunicado também previa que a não aceitação das exigências levaria os seqüestradores à execução de Curtis Carly Cutter. O documento era assinado pelo Comando Carlos Marighella.

A ação foi marcada para 21 de março, um sábado. Assim foi feito. Já com um carro, roubado só para o seqüestro, partiram para a ação. Tudo,
no entanto, fracassou, por erro no tão minucioso planejamento. A ação foi remarcada para duas semanas depois. Afinal, era preciso rever todos
os detalhes.

No dia 4 de abril de 1970, partiram outra vez para o seqüestro do cônsul. No comando da ação, Félix Rosa Neto e, como motorista, Irgeu João Menegon. No mesmo carro iamFernando da Matta Pimentel(Jorge) e Gregório Mendonça (Fumaça). No carro de cobertura estavam Antônio Carlos Araújo Chagas (Augusto), Luiz Carlos Dametto e, como motorista, Reinholdo Amadeo Klement. Todos com revólveres, além de duas metralhadoras INA e granadas.
Pela manhã, quando o cônsul saiu de sua residência, partiram para o ataque. O diplomata, seguido pelos sete terroristas, foi salvo pelo excesso de tráfego que impediu o emparelhamento com o seu veículo.
Decepcionados, mas persistentes, esperaram nova saída do alvo da sua residência, o que aconteceu às 16 horas. Curtis dirigiu-se à Vila Hípica,
em sua caminhonete Plymonth, e, novamente, foi seguido pelos dois carros.

A sorte parecia estar ao lado dos seqüestradores. O cônsul errou o caminho, entrou numa rua sem saída e teve de retornar. Armas a postos,
Irgeu emparelhou o Volks com a possante Plymonth e Reinholdo fez o mesmo, pelo outro lado, com o carro de cobertura. O cônsul, pensando
que os rapazes faziam um “pega”, acelerou sua Plymonth e os deixou, atônitos, para trás.

Não podiam desistir, ainda mais depois de terem comunicado ao CN e Juarez de Brito ter se empenhado na redação do comunicado. Era necessário insistir. A ação era importante. Portanto, à noite, estavam novamente a postos. Agora era vida ou morte.
A sorte estava com eles. Por volta das 20 horas, o alvo saiu com sua esposa para visitar amigos. Ficou na casa até as 22h30 e saiu acompanhado, além da esposa, por um amigo.
Os seqüestradores estavam à espreita. Começaram a seguir o cônsul. O horário era o ideal; pouca gente na rua, pouco tráfego. Porque
não pensaram logo em fazer a ação à noite?

Logo depois da Rua Ramiro Barcelos, Curtis, que ia em baixa velocidade, foi ultrapassado pelo Fusca de Irgeu, que imediatamente, o fechou ocorrendo uma pequena batida. Félix, Fernando e Gregório desceram cercando a caminhonete.
O cônsul, forte e decidido, vendo as armas, não pensou duas vezes: acelerou sua possante Plymonth, atropelando o pequeno Volks e, de quebra, Fernando Pimentel.
 Félix, por trás, atirou com sua pistola .45, quebrando os vidros e ferindo Curtis que, em ziquezague, seguiu à toda velocidade, conseguindo escapar.
Três dos azarados ou incompetentes seqüestradores foram presos uma semana depois pela equipe do DOPS/RS, chefiada pelo delegado Pedro Carlos Seelig. Os outros, sem muita demora.
A seguir transcrevo parte do comunicado que o Comando Nacional da VPR havia preparado, certo de que a ação seria um sucesso.
“O cônsul norte-americano em Porto Alegre (Curtis Cutter) foi seqüestrado às... horas do dia... de... pelo Comando “Carlos
Marighella” da Vanguarda Popular Revolucionária. Esse indivíduo, ao ser interrogado, confessou suas ligações com a “CIA”, Agência Central de Inteligência, órgão de espionagem internacional dos Estados Unidos, e revelou vários dados sobre a atuação da “CIA” no território nacional e sobre as relações dessa agência com os órgãos de repressão da ditadura militar. Ficamos sabendo, entre outras coisas, que a “CIA” e o CENIMAR sofrem a concorrência do SNI, sendo que essa rivalidade é tão acentuada que em certa data um agente da “CIA” foi assassinado na Guanabara por elementos do SNI.

Esse informe foi cuidadosamente abafado pela ditadura, mas o depoimento do Agente Cutter, nosso atual prisioneiro, permitiu que o trouxéssemos a público.”
Se o cônsul Curtis Carly Cutter tivesse sido seqüestrado, esse comunicado seria difundido pela imprensa e muitos acreditariam. Assim se forjam as mentiras, reescreve-se a história e faz-se a cabeça dos brasileiros.
Mentira. Eis a grande arma dessa gente para impor a sua versão desonesta dos fatos e da história.
Essa é a motivação maior que me leva a escrever. Desmentir a fraude dessa gente e demonstrar a sua impostura, resgatando a verdade com fatos irretorquíveis.
Fonte: Projeto Orvil.
  Postagem me enviada pelo autor Félix Maier : http://www.usinadeletras.com.br/